Quem vive de poesia não tem sobre o que poetizar!

28 setembro 2011

Chapéu-de-palha

Uma vez encontrei um homem
Que o mar não conhecia
E no lugar onde todos somem
Ele sempre aparecia
O homem, sobre o mar nada sabia
Mas por mim já estendeu o dia
Usava sempre um chapéu-de-palha
Dizendo: "O pantaneiro, para vida, não se atrapalha"
Certo dia, o homem distante do mar,
Sua casa teve que abandonar
Andando mundo afora
Sem saber se volta outrora
Para trás ficaram as rosas do conhecimento
Doces, maravilhosas e leves como vento
Para trás, seu pequeno filho ficou
Que hoje, para ele, esta poesia recitou.

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